No dia 7 de Junho, realiza-se em Portugal a primeira eleição das três - europeias, autárquicas e legislativas - que terão lugar até ao fim de 2009. O período de campanha iniciou-se na passada segunda-feira, dia 25, e embora os candidatos andem a percorrer os vários cantos do país para se apresentarem aos portugueses, a verdade é que são poucos os que os reconhecem. Mas ao contrário do que muitos possam pensar, as eleições europeias são extremamente importantes, pois são os órgãos políticos europeus que produzem mais de metade da legislação que influencia a vida de quem vive em Portugal e na Comunidade Europeia.
Por isso, para que possa cumprir o seu dever cívico devidamente informado, conheça os cabeça-de-lista dos cinco principais partidos portugueses e as respectivas posições quanto às diversas questões políticas.
PS Vital Moreira encabeça a lista de candidatos a deputados do Parlamento Europeu. O lema da campanha do Partido Socialista (PS) às eleições de 7 de Junho é «Pessoas primeiro». Os candidatos do PS definiram 12 prioridades para a Europa, entre elas, a promoção do emprego. Para isso, defendem «revalorizar o papel do investimento público e o apoio da UE ao investimento» e a «aplicação determinada da Estratégia de Lisboa». Outra das prioridades definidas pelo PS, é «construir uma nova Europa Social».
PSD O Partido Social Democrata escolheu como cabeça-de-lista
Paulo Rangel que assume um compromisso com o eleitorado. Designado como «Contrato Europeu com os portugueses», no documento, são assumidos 10 compromissos. Destaca-se, entre eles, a aposta no emprego, «uma Europa dos cidadãos» e o reforço da coesão económica e social. Os candidatos do PSD propõem-se ainda a dar «apoio a todos os esforços que visam garantir o maior consenso possível em torno do Tratado de Lisboa e promover a sua rápida entrada em vigor».
PCP Ilda Figueiredo foi a escolhida do PCP para liderar a lista dos candidatos ao Parlamento Europeu. O Partido Comunista Português considera erradas as políticas seguidas pelo Governo e pela União Europeia. Defende políticas alternativas e prome um «combate aos três pilares do actual processo de integração capitalista europeia – o neoliberalismo, o militarismo e o federalismo – para construir uma Europa dos trabalhadores, dos jovens, do desenvolvimento e progresso social, da paz».
CDS/PP Nuno Melo é o cabeça-de-lista do Partido Popular. Embora, solicitada informação sobre o programa eleitoral do partido, até à data da publicação deste artigo a informação não foi enviada, pelo que não nos foi possível elaborar um resumo do programa.
BE Miguel Portas volta a encabeçar a lista do Bloco de Esquerda às Europeias. O partido defende a ruptura com a política até hoje seguida, a par de «uma União com coragem para mobilizar os recursos que coloquem a solidariedade e o emprego no centro das políticas europeias». O BE afirma ainda a necessidade de um «novo Tratado, preparado em moldes democráticos». No que diz respeito ao emprego, defende que "os apoios públicos sejam condicionados, em escala europeia, à manutenção dos empregos, que os despedimentos preventivos devem ser proibidos e que a deslocalização de empresas financiadas com capitais e apoios públicos deve ser duramente penalizada».